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Quanto custa ter arte: prêmio do comprador, comissão do vendedor, IVA, seguro e armazenagem

Quanto custa comprar um quadro em leilão? Mais que o preço de martelo. Desde fevereiro de 2026 na Sotheby's e desde 1º de setembro de 2026 na Christie's, o comprador paga um prêmio de 28% sobre o martelo até US$ 2 milhões, de 22% entre US$ 2 milhões e US$ 8 milhões e de 15% acima disso. Num martelo de US$ 5 milhões, isso soma US$ 1,22 milhão. Depois vêm impostos, transporte, seguro e armazenagem todo ano, e uma comissão na venda.

Pontos principais

O prêmio do comprador, casa por casa

A Sotheby's subiu as taxas em fevereiro de 2026: 28% do preço de martelo até US$ 2 milhões (1,5 milhão de libras), 22% entre US$ 2 milhões e US$ 8 milhões (1,5 a 6 milhões de libras) e 15% acima. Antes, a primeira faixa era de 27% e ia só até US$ 1 milhão (Grossman LLP, 14 de maio de 2026).

A Christie's adotou a mesma estrutura em 1º de setembro de 2026, para todos os departamentos exceto vinhos, depois de um ano a 27% até US$ 1,5 milhão (ARTnews via USA Art News, 3 de setembro de 2026). A Phillips cobra 29% até US$ 2 milhões, 22% até US$ 8 milhões e 15% acima; seu Priority Bidding, lançado em 2025, tira de 1 a 4 pontos de quem deixa um lance escrito vinculante igual ou acima da estimativa mínima 48 horas antes de um leilão presencial.

A Bonhams mudou em 1º de outubro de 2026: 30% sobre os primeiros US$ 35.000 (25.000 libras), 28% até US$ 750.000, 25% até US$ 1,5 milhão, 21% até US$ 7,5 milhões e 14% acima.

As faixas são marginais, como no imposto de renda. Tome um martelo de US$ 5 milhões na Christie's ou na Sotheby's: 28% sobre os primeiros US$ 2 milhões dão US$ 560.000, 22% sobre os US$ 3 milhões seguintes dão US$ 660.000. O comprador paga US$ 6,22 milhões antes dos impostos, um prêmio efetivo de 24,4%. Num martelo de US$ 1 milhão, são US$ 280.000 redondos.

As tabelas mudam a cada um ou dois anos e variam por cidade e departamento. Vale o número impresso nas condições de venda do leilão em que você dá o lance.

O que o vendedor paga

A comissão do vendedor é negociada. As casas publicam taxas padrão para lotes menores, mas num quadro importante a comissão pode cair a zero, e nos lotes mais disputados parte do prêmio do comprador volta para o vendedor. Somam-se taxas de fotografia, seguro enquanto a obra está com a casa e divulgação no catálogo, tudo previsto no contrato de consignação.

No Reino Unido e na UE há ainda o direito de sequência. No Reino Unido, para vendas a partir de 1º de abril de 2024, é de 4% do preço até 50.000 libras, 3% até 200.000, 1% até 350.000, 0,5% até 500.000 e 0,25% acima, com teto de 12.500 libras por obra, para vendas de 1.000 libras ou mais (GOV.UK). Vale para artistas vivos e para os herdeiros durante um período após a morte: um Warhol vendido em Londres paga, um Monet não. Os Estados Unidos não têm equivalente federal.

IVA, tarifas de importação e impostos sobre vendas

Mover arte entre países gera impostos, a alíquotas menores que as das mercadorias comuns. O Reino Unido tributa obras de arte importadas sobre um valor reduzido, o que dá um IVA efetivo de 5% (manual Imports do HMRC, atualizado em 21 de outubro de 2026). A França aplica desde 1º de janeiro de 2025 uma alíquota de 5,5% a importações e vendas de obras de arte, fora do regime de margem (BOFiP). A Itália reduziu para 5%, a partir de 1º de julho de 2025, o IVA sobre obras de arte, importações incluídas, ante 22% que galerias e marchands pagavam antes.

No Reino Unido e na UE a casa de leilão também pode cobrar IVA sobre o prêmio do comprador, dependendo de onde está o lote e para onde vai. Nos Estados Unidos não há IVA, mas pode haver imposto estadual sobre vendas ou uso conforme o local de entrega.

Obras guardadas em armazém alfandegado podem ficar lá com os impostos de importação suspensos até entrarem num país. Colecionadores que compram em Nova York e guardam em Genebra ou Singapura fazem isso rotineiramente. O imposto é adiado, não cancelado.

Seguro, armazenagem, avaliações, transporte

São os custos de manter a obra. Uma apólice de arte cobre danos, roubo e perda no transporte; o preço depende do valor segurado, do local e da segurança do prédio, e exige uma avaliação atualizada. Armazenagem especializada significa clima controlado, segurança e proteção contra incêndio, cobrada por espaço e por valor. As avaliações para seguro e contabilidade são refeitas a cada poucos anos, porque o valor segurado acompanha o mercado.

O transporte é o momento de risco. Um quadro importante viaja em caixa sob medida, com acompanhante, por transportadora especializada em arte; em leilão a casa organiza, em venda privada quem paga é você.

Para o Unicorn Art Club estimamos custódia, seguro e avaliações juntos entre 0,5% e 1,5% ao ano do valor da obra. É a nossa estimativa de planejamento, não uma estatística de mercado.

Fazendo as contas

Compre num martelo de US$ 5 milhões, revenda no mesmo martelo cinco anos depois, e você estará bem atrás: cerca de 24% pagos na entrada, uma comissão do vendedor na saída e cinco anos de custos de posse. Um quadro precisa subir bastante antes de o dono empatar. Por isso o prazo na arte blue-chip se conta em anos.

No Unicorn Art Club esses custos são pagos pelo veículo de cada artista ao custo real, sem margem, e a Unicorn Private fica com 20% do ganho na venda, sem taxa anual. Para ver quanto as obras de um artista alcançaram com prêmio incluído, o Unicorn Art Watch lista os resultados recentes, por exemplo artwatch.unicorn-club.com/artists/gustav-klimt.

Risco

Investir envolve o risco de perder o capital.

Perguntas frequentes

Os preços de leilão publicados incluem o prêmio do comprador?

Em geral sim. Christie's, Sotheby's e Phillips publicam preços com o prêmio do comprador incluído, mas antes dos impostos. O preço de martelo é menor.

Dá para negociar o prêmio do comprador?

Raramente em leilão público. O Priority Bidding da Phillips é um desconto publicado para lances vinculantes antecipados. Grandes compradores às vezes obtêm condições em particular, que não são divulgadas.

Quem paga o direito de sequência?

Pelas regras britânicas, o vendedor responde, junto com o profissional do mercado de arte envolvido na venda; na prática as casas de leilão muitas vezes repassam o valor ao comprador e informam nas condições de venda. Confira as notas do lote.

Quanto custa segurar um quadro?

Depende do valor, do local, da segurança e dos transportes. Peça uma cotação a uma seguradora especializada com base numa avaliação recente. O Unicorn Art Club estima custódia, seguro e avaliações juntos entre 0,5% e 1,5% do valor por ano.

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Fontes

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